Para aquele…

Eu sei, foi só um amor de verão. Mas eu tomei o sol, e levei as marcas pra casa.

E marcas de sol, às vezes doem, às vezes incomodam, mas são marcas de sol, e nos fazem lembrar o quão bom foi ver o mar.

Eu queria levar o verão pra casa, guardar do meu lado, sentir esquentar a minha pele todos os dias, criar mais marcas, que ora poderiam doer, ora poderiam esquentar, sem me importar como seria depois, apenas feliz por saber que haveria um depois, mas é porque eu nunca havia surfado em ondas tão gigantes e ao mesmo tempo tão seguras, nunca havia nadado em um mar tão vasto, tão assustador e ao mesmo tempo tão calmo, tão acolhedor e tão lindo.

Eu disse que não ligava pra esse amor de verão, mas te dei um beijo de tchau, fingindo que era “até logo”, como se eu fosse te ver no dia seguinte outra vez e não te contei. Você tava indo, levando o calor, e por engano ou destino, meu coração também foi com você.

É muito fácil dizer que nós aceitamos o que achamos que merecemos, quando não sabemos ao certo o quanto podemos ganhar. Acabamos aceitando o que vier, como vier. Deixamos a vida vazia, porque o vazio não tem perigo, não tem saudade, não tem lembrança, não dá medo.

Mas na sua bagunça, eu encontrei o seu melhor, e quando eu o encontrei, percebi que ele encaixava direitinho no meu. E de repente, eu estava vivendo dias de verão, os quais queria repetir no outono, no inverno, no temporal, e em qualquer lugar, porque eu percebi que o meu melhor era também você. E aí eu entendi que merecer, era uma questão de sorte.

Não precisava ser perfeito, bastava ser humano. Não precisava ser adulto, bastava ser sincero. Não precisava de maré calma, bastava segurar a mão e mergulhar. Sem medo, sem máscaras, apenas mergulhar.

Eu desejo que todo mundo tenha um pouco de nós, porque eu queria que as pessoas pudessem ser felizes assim também. Eu ganhei muito mais do que eu imaginava merecer, e que sorte eu tenho de pelo menos por um verão, ter você.

Eu queria que algum dia, todos tivessem uma mão quentinha pra segurar antes de dormir, um colo macio pra deitar e ver tv, que tivessem a sorte de viver um verão como eu vivi, só porque eu sei que eles iam sorrir no fim do dia, por mesmo debaixo de sol, terem visto o mar.

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