Para aquele que não sabe o que é amar

Uma vez eu conheci um cara e me apaixonei perdidamente por ele. Mas toda vez que estávamos em uma roda de amigos, ele olhava para uma outra garota como eu gostaria que ele olhasse pra mim.

Ele não estava com ela. Ele estava comigo. Mas ele olhava para ela como eu gostaria que ele olhasse pra mim. E foi aí que eu descobri que estar junto de mãos dadas, sorrisos, dedicação, carinho e atenção não bastavam. Precisava de um pouco mais. Um pouco, que eu sequer sei explicar o que é.

E aí, depois disso eu me joguei em um amor que eu jurava que fosse completo. Dediquei meu tempo, meus planos e meus sonhos a alguém que sequer me olhava nos olhos.

Alguém raso demais.

Então foi quando eu descobri, que amar também é não ter motivos para isso. Na verdade, às vezes você tem mil motivos para ir embora, e apenas um para ficar, mas seu coração diz que esse único motivo é maior do que todos os outros, então você fica.

Acho que depois de um tempo vivendo amores rasos demais, eu descobri que não dá para querer menos do que um total desatino. E eu não vou mergulhar outra vez em um amor raso.

Eu quero borboletas no estômago, quero recado no espelho do banheiro, bilhetinho na cabeceira da cama, ligações de madrugada, quero amor cafona, careta, de deixar Roberto Carlos morto de inveja com tantos clichês. Quero sintonia, quero a paz de um amor que não faça o menor sentido, que não tenha razões para continuar, mas que tenha todos os motivos do mundo para existir.

Quero olhar nos seus olhos e sentir amor devotado, daquele que parece que não transbordou o suficiente, que precisa espalhar pra existir. Porque eu sou intensa desse jeito. Eu olho nos olhos, eu beijo como se fosse a primeira vez, e também como se fosse a última. Eu abraço com força, eu digo “eu te amo” com o olhar.

E eu chego devagarzinho, manso, com calma… Eu não invado, eu não tomo nenhum espaço que não seja meu. Porque eu quero um espaço que esteja guardado pra mim.

Aquele tipo de espaço que você “já sabia que seria meu, e que não seria de mais ninguém se eu não aparecesse” (mesmo que o amor não seja eterno, que pelo menos ele “seja infinito enquanto dure”). Porque se não for pra amar assim, eu vou embora à francesa.

E mais cedo ou mais tarde, é quase certo que você vá procurar minha mão para segurar, mas eu não estarei mais ali.

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