Para aquele que sempre fica

Eu gosto de você.

Mais do que um amigo, menos do que um amante.

Fico presa nessa linha neutra com duas pontas tão extremas, porque embora tenhamos um perfeito encaixe debaixo das cobertas, não sabemos nos entender direito, porque mesmo se estivermos os dois olhando na mesma direção, eu seria sempre aquela que olha para o horizonte, enquanto você seria aquele que olha o chão, as pessoas, as árvores, tudo, absolutamente tudo, menos a mesma paisagem que eu.

Como amantes, ficaríamos entediados um com o outro. Eu, com meu jeito displicente, você com mania de levar a vida muito a sério.

Mas como amigos, somos erro certo. Daqueles que de tão errado, se tornam certos. Encaixam.

Se você se cansa de mim, apenas não me responde mais. E eu, se me canso de você, te dou uns dois ou três adjetivos desagradáveis e a vida continua.

Amarramos a cara um para o outro, mas logo depois voltamos a falar sobre banalidades outra vez, como se nada tivesse acontecido, porque apesar de vivermos nessa linha neutra, nos queremos bem e nos amamos de um jeito bonito e sem nenhuma maldade.

A vida segue, e a gente continua. Em um looping diferente, mas divertido e completamente despretensioso.

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