Para aquelas que chegaram aos trinta

Você tem o direito de fazer uma escolha da qual você se arrependa.

Mas arrepender-se muito, a ponto de achar-se um estúpido. Todo mundo tem direito a pelo menos uma bela cagada na vida e embora todos digam que devemos passar por essa vida sem nos arrependermos de nada, eu tenho quase certeza que se não houver arrependimento amargo ao menos uma vez, não será possível saber ao certo quando estivermos realmente satisfeitos.  

Suas escolhas não vão te fazer melhor, mais sábio ou mais maduro. Vão só te fazer você.

E não importa se o mundo achar que certo mesmo era seguir pela direita, que você devia ter escolhido o branco ao invés do azul, ou que deveria ter ficado com o bonzinho ao invés do errado.  

Vai ser duro acertar nas próximas vezes, vai ser difícil olhar pra trás e enxergar que tudo poderia estar diferente e que você poderia ter feito certo ou pelo menos ter feito um pouco melhor, mas vai ser ótimo ter feito tudo isso sozinho, inclusive as escolhas erradas.  

Certo ou errado, pela metade ou inteiro, justo ou injusto, ruim ou bom, o mérito será todo seu. Ninguém para você maldizer, xingar, odiar, e só você mesmo para ir atrás de consertar tudo ou então recomeçar.  

Você vai cair tanto que vai aprender a andar como acha que deve. E aí depois de um tempo, vai saltar no mundo sem precisar de para-quedas.

E isso não vai significar necessariamente que você ficou maduro, sábio, dono da razão, mas talvez signifique que você ficou melhor.

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